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Grupo de teatro do Campus Confresa se apresentou nesta semana na Reitoria

As peças são criadas pelo próprio grupo, a partir de relatos, músicas e leitura de notícias jornalísticas, de contos, cenas curtas que abordam diversas formas da discriminação sofrida pela população negra, parda e indígena no Brasil

14/12/2019 | 09:09 - Atualizada em 14/12/2019 | 09:24

Redação Olhar Alerta

Grupo de teatro do Campus Confresa se apresentou nesta semana na Reitoria

O Instituto Federal de Mato Grosso, campus Confresa

Foto: Reprodução

O grupo de teatro Todos Contra Um, que reúne alunos do campus Confresa se apresenta, na tarde da ultima quarta-feira (11),  ao reitor do IFMT, Willian Silva de Paula, aos diretores-gerais dos campi e servidores da reitoria. Os participantes do projeto são estudantes matriculados no Ensino Médio Integrado e Superior.

As peças são criadas pelo próprio grupo, a partir de relatos, músicas e leitura de notícias jornalísticas, de contos, cenas curtas que abordam diversas formas da discriminação sofrida pela população negra, parda e indígena no Brasil.

“Essa apresentação é uma mescla de todas as peças do grupo e mostra, de forma dramática, a decadência e a inversão de valores e atitudes de vários setores da sociedade civil: educação, família, policiamento. Aborda, ainda, o machismo; a desestrutura familiar; o preconceito e a homofobia”, adianta a professora Célia Souza.

O grupo discute os estereótipos étnicos e de gênero no espaço escolar, visando responder à necessidade de valorização da pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças étnicas. Tem como aporte o que preconiza as leis 10.639/2003 e 11.645/08 com a garantia e obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena.

“O pressuposto motriz era de que o próprio fazer artístico e sua capacidade humanizadora poderiam colaborar com a ressignificação, por nossos discentes, sobre as tensões étnicas que perpassam a região do Araguaia-Xingu, ultrapassando o aprendizado formal e propiciando espaço lúdico para uma formação salutar, crítica e ética sobre as relações sociais e explicitando as suas complexas manifestações discriminatórias.

Semanalmente, são realizados estudos sobre artes e culturas africanas e indígenas por meio de oficinas, leituras de notícias e reportagens, montagens teatrais e estudos de técnicas de artes cênicas.

Origem e atuação – O Todos Contra Um se originou em dezembro de 2017, com aprovação em edital de pesquisa que viabilizou o trabalho durante 8 meses. Depois, um edital de extensão do campus Confresa assegurou a sobrevida do grupo por um ano.

Desde agosto de 2019, funciona voluntariamente pelo departamento de ensino. Já participou de vários eventos no próprio campus, em escolas da cidade de Confresa e em escolas das cidades vizinhas, além de eventos em outros campi do IFMT.

Entre as apresentações da trupe estão: Ceja Creuslhi de Souza Ramos – Confresa; Festival de teatro Elias Bento – Canabrava do Norte; Alusão à consciência negra - Primavera do Fontoura CBN; IFMT – Diamantino – Jenpex; IFMT –Primavera do Leste - alusão à cultura negra; IFMT –TGA – II Circuito de Arte e Cultura; FMT – campus Campo Novo do Parecis - Circuito Arte e Cultura; IFMT – campus Rondonópolis – Marte; IFMT – campus São Vicente.

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