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Mendes critica "desafio" de Bolsonaro e diz que redução é inviável

Presidente disse que vai zerar tributos federais sobre combustíveis se governadores zerarem o ICMS

07/02/2020 | 09:46

Mídia News

Mendes critica

O governador Mauro Mendes, que esteve na Assembleia nesta quinta-feira

Foto: Tchélo Figueiredo/Gcom

O governador Mauro Mendes (DEM) ironizou a proposta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de zerar os tributos federais sobre combustíveis se os governadores aceitarem fazer o mesmo com o ICMS (imposto estadual).

Em conversa com a imprensa, na última quarta-feira (03), Bolsonaro disse que ter lançando um "desafio" aos gestores.

Para Mendes, a proposta do presidente é impossível de ser colocada em prática pelos governadores. 

Além disso, ele citou uma desproporcionalidade na forma como zerar os impostos irá atingir os estados e o Governo Federal.

“A colocação feita pelo presidente Jair Bolsonaro é muito boa de ouvir, mas na prática é impossível de ser implementada. O ICMS dos combustíveis representa 25% da nossa receita própria. São 25% da receita do Estado de Mato Grosso. Já o PIS e Cofins do Governo Federal representam 2% da receita da União”, afirmou.

“Então, ele propõe que os estados cortem 25% enquanto ele corta 2%. Se me permitirem uma brincadeira: seria como chegar e pedir para cortar a sua perna que eu corto o meu dedinho. Então, fazer essa proposta é muito boa de ouvir, mas na prática não dá para fazer”, acrescentou.

A crítica de Mendes se junta a de outros gestores pelo País. Segundo a imprensa nacional, o desafio de Bolsonaro tem sido considerado “bravata”, uma vez que é impossível de se implantar.

Para Mendes, a medida somente seria possível se o Executivo pudesse cortar o salário dos servidores públicos e o orçamento de todos os poderes.

“Se a Assembleia Legislativa falar que topa cortar 25% do duodécimo deles, se o Tribunal de Justiça topar cortar 25% do duodécimo e se os servidores toparem cortar 25% dos seus salários, ok. Se toparem cortar 25% das obras que estão sendo feitas, ok. Se todo mundo topar...”, disse.

“Eu devolvo a pergunta: é possível cortar 25% do salário dos servidores? Não. Das obras que estamos fazendo? Não, porque precisamos fazer mais. É possível cortar 25% dos investimentos que estamos fazendo na Saúde? Não”, completou.

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