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Secretário critica toque de recolher e teme desabastecimento

"Não dá para paralisar todas as atividades senão daqui a pouco começa faltar comida nas casas"

30/03/2020 | 10:31

Mídia News

Secretário critica toque de recolher e teme desabastecimento

O secretário Gilberto Figueiredo, que citou medida "exagerada"

Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo classificou como exagero o “toque de recolher” adotado em alguns municípios de Mato Grosso, como forma de conter a proliferação da Covid-19 (o novo coronavírus).

O principal temor do secretário é com relação a possibilidade de desabastecimento nessas cidades.

“Tem município já decretando ‘toque de recolher’. É um exagero. Não dá para paralisar todas as atividades comerciais, porque senão daqui a pouco começa faltar comida nas casas, começa faltar remédio, não tem combustível circulando”, disse.

A declaração foi dada na noite da última quarta-feira (25), em uma transmissão nas redes sociais.

Segundo o secretário, medidas desta natureza devem ser pensadas caso a caso e considerando o avanço da doença.

Há que se observar também, conforme Figueiredo, que uma “receita” utilizada em determinada região não se aplica a outros locais que podem sequer ter casos confirmados ou suspeitos do coronavírus.  

“O que quero dizer é que não deve se adotar medidas rigorosas sem determinados critérios para isso. Os critérios são estabelecidos de acordo com a contingência e com o status que o vírus começa a avançar no Estado de Mato Grosso”, afirmou.

De todo modo, ele disse que o Estado está seguindo as orientações do Ministério da Saúde ao proibir o funcionamento de diversos setores do comércio e recomendar o isolamento das pessoas que tenham condições de permanecer em suas casas.

Toque de recolher

Entre os municípios que decretaram “toque de recolher”, Tangará da Serra (242 km de Cuiabá). A determinação partiu do prefeito Fabio Junqueira (MDB), que pediu que as pessoas se recolham em suas casas às 20 horas até a manhã do dia seguinte.

Fica liberada a circulação de trabalhadores da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, profissionais da Saúde, Vigilância Sanitária, os da fiscalização municipal, e Conselho Tutelar, por exemplo.

“O Governo Federal já declarou que a transmissão [do vírus] no País é comunitária. Não podemos esperar um resultado positivo para tomar providências. As providências devem ser imediatas. Podemos ter aqui pessoas já contaminadas, seja porque viajaram, porque tiveram contato com algum caso positivo e ainda estão assintomáticas”, alertou o prefeito.

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