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Em entrevista, presidente da Valec fala sobre a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO)

Em edição do programa “Novos Caminhos”, o presidente André Kuhn falou sobre às principais questões acerca da parceria entre Vale, VALEC e ANTT

31/05/2021 | 07:16 - Atualizada em 31/05/2021 | 08:12

Água Boa News

Em entrevista, presidente da Valec fala sobre a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO)

Imagem tirada durante participação do diretor- presidente da VALEC, André Kuhn, no quadro

Foto: Reprodução

O diretor-presidente da VALEC, André Kuhn, foi convidado a participar do quadro “Novos Caminhos”, no canal Agro Mais, para falar da contribuição da Valec no fomento da logística do Brasil. Durante o bate papo, Kuhn falou da nova ferrovia que terá início das obras no próximo mês, a FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), terá 383km de extensão e ligará Água Boa - MT a Mara Rosa – GO.

Kuhn elogiou a proposta do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, de antecipar outorgas da Vale e, assim, converter esses recursos em torno de R$ 2.7 bilhões nas obras da nova ferrovia.

De acordo com o presidente, o investimento cruzado é uma modalidade que veio para ficar: “Nós vamos executar uma obra com o dinheiro de outra concessão e tornando atrativo esse novo empreendimento, que vai gerar novos valores de outorga para outros investimentos cruzados. Com isso, a máquina não para”.

As vantagens dessa iniciativa não se limitam ao investimento monetário. Kuhn acrescentou que a iniciativa é um grande avanço principalmente pela maior autonomia de uma empresa privada. Conforme disse, a flexibilidade nas contratações de serviços é um grande diferencial visando a agilidade de uma obra, além de utilizar do conhecimento de uma empresa que já atua no setor acompanhando, na linha de frente, a execução da obra.

Benefícios

O diretor-presidente também ressaltou o benefício da ferrovia para o agronegócio, no Centro- Oeste, onde está a maior demanda reprimida por transporte ferroviário. A alta produção agrícola no Mato Grosso e o alto custo do frete serão beneficiados, visto que a interligação abre várias opções para o escoamento da safra. “O custo é reduzido, o lucro dos produtores aumenta, eles podem investir em mais produção, e, com isso, conseguiremos o desenvolvimento nacional o mais rápido possível.”

FIOL

Com a ideia de um desenvolvimento nacional, um estudo realizado na FIOL II (Ferrovia de Integração Oeste Leste), que vai de Catité- BA a Barreiras – BA,  mostrou que as obras em execução geraram 1.100 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos. Kuhn enfatizou que a tendência é crescer ainda mais com a ferrovia já em operação, pois traz um desenvolvimento para todas as áreas de atuação.

Tema de grande interesse nacional, questões relacionadas à sustentabilidade sempre são discutidas. Sobre isso, André Kuhn apresentou dados retirados de análises feitas na FIOL, e o resultado foi a redução de 86% da emissão de gás carbônico ao retirar cargas de transportes rodoviários para ferroviários. “Esse percentual pode chegar a 90% dependendo da ferrovia. É um benefício imensurável para a área do meio ambiente” concluiu.

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