Domingo, 3 de julho de 2022
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Boi gordo: embargo da China aumenta pressão sobre preço em alguns estados, diz Safras

Bom volume de animais ofertados no Centro-Sul garante escalas de abate, fazendo cotações seguirem com tendência de queda

20/05/2022 | 08:50

Agência Safras

Boi gordo: embargo da China aumenta pressão sobre preço em alguns estados, diz Safras

Foto: Reprodução

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados nesta quinta-feira (19). Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade do movimento de queda nos preços da arroba. Isso ocorre porque considera-se o bom volume de animais ofertados no Centro-Sul durante esta semana, o que garante uma posição confortável para as escalas de abate da maioria dos frigoríficos.

“O embargo imposto pela China em alguns frigoríficos ainda gera ruídos em algumas regiões do país, aumentando a pressão de queda nesses estados. É exatamente o caso de Mato Grosso, que concentra o maior volume de unidades frigoríficas embargadas”, diz Iglesias.

“O mercado apresentará maior propensão a reajustes no período de transição entre safra e entressafra de boi gordo, com um quadro de oferta melhor ajustado”, disse.

Preços do boi gordo

Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 315. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 284.

Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 282. Já em Uberaba (MG), os preços ficaram em R$ 285. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 280 para a arroba de boi gordo.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir queda de preços no curto prazo, avaliando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo.

Além disso, o padrão de consumo delimitado para o ano de 2022 não apresenta mudanças, com o consumidor brasileiro ainda optando por proteínas que causem menor impacto na renda média.

O quarto traseiro seguiu com preço de R$ 23,20 por quilo. O quarto dianteiro manteve o patamar de R$ 16,20 por quilo. A ponta de agulha seguiu precificada a R$ 16,30 por quilo.

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