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Amaggi e gigantes do PIB nacional lançam carta pró-democracia

Empresa tem em seus quadros o ex-ministro da Agricultura e ex-governador, Blairo Maggi (PP)

04/08/2022 | 08:49

Mídia News

Amaggi e gigantes do PIB nacional lançam carta pró-democracia

O ex-ministro Blairo Maggi, sócio da Amaggi

Foto: Reprodução

Uma das maiores empresa do ramo de agronegócio do Brasil, a mato-grossense Amaggi assinou nota em defesa da democracia e do processo eleitoral brasileiro. 

A nota foi produzida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento multissetorial e apartidário que reúne mais de 300 empresas do agronegócio, setor financeiro, sociedade civil e academia. 

Além da Amaggi, outras empresas do ramo com atuação em Mato Grosso, como a Cargill, a BRF e a Marfrig, também integram a Coalizão. Veja aqui todas as empresas e entidades que participam do grupo. 

A Amaggi tem em seus quadros o ex-ministro da Agricultura e ex-governador do Estado, Blairo Maggi (PP). 

O ex-ministro, inclusive, já havia assinado na semana passada a Carta em Defesa da Democracia, produzida pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). 

Assim como na carta da USP,  o manifesto da Coalizão não cita o presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, defende o processo eleitoral e o respeito ao resultado das eleições. 

O grupo declarou que objetivo da nota é contribuir com uma defesa apartidária do processo eleitoral do Brasil, que desde a redemocratização "tem mostrado uma inabalável segurança na apuração da vontade popular expressa pelo voto". 

Em discurso recente, Bolsonaro atacou a credibilidade das urnas eletrônicas, desacreditou o sistema eleitoral, promoveu novas ameaças golpistas e atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Nos últimos 37 anos, o Brasil dedicou-se a edificar um regime cidadão, de instituições sólidas e calcado no respeito à lei e no equilíbrio de direitos e deveres. Em seu alicerce estão eleições limpas, onde se manifesta a vontade popular”, diz trecho da nota. 

"O futuro que queremos depende do diálogo entre divergentes e do respeito ao resultado das eleições. Este deve ser um ponto pacífico entre todos os atores que se dispõem a representar a sociedade brasileira à frente de um Estado democrático de Direito”, diz outro trecho da nota. 

O documento será enviado ao STF, alguns ministérios, a membros do Congresso, embaixadas, bancos e instituições de desenvolvimento. 

Leia a nota na íntegra:  

Nota da Coalizão Brasil em defesa da democracia e do processo eleitoral 3 de agosto de 2022 A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura posiciona-se, em diversas ocasiões, em prol de uma agenda que alavanque o desenvolvimento sustentável, a economia de baixo carbono, o combate ao desmatamento e às mudanças climáticas, entre tantos assuntos de uma pauta cada vez mais ampla e transversal. 

Desta vez, no entanto, nosso movimento vem a público em apoio a uma bandeira sem a qual nenhuma das demais é possível: a defesa da democracia. Nos últimos 37 anos, o Brasil dedicou-se a edificar um regime cidadão, de instituições sólidas e calcado no respeito à lei e no equilíbrio de direitos e deveres. Em seu alicerce estão eleições limpas, onde se manifesta a vontade popular.

É sobre elas que se pavimenta o caminho para um país melhor, mais maduro, melhor conceituado na comunidade internacional, mais apto a liderar o debate e a implementação de agendas urgentes e que provocam mobilização crescente no mundo inteiro, como a da sustentabilidade e das mudanças climáticas. 

O futuro que queremos depende do diálogo entre divergentes e do respeito ao resultado das eleições. Este deve ser um ponto pacífico entre todos os atores que se dispõem a representar a sociedade brasileira à frente de um Estado democrático de Direito.  

A Coalizão Brasil divulgou recentemente suas propostas aos candidatos para as próximas eleições. Nossas contribuições giram em torno de três eixos: o combate ao desmatamento e à perda de recursos naturais; a produção de alimentos e o combate à fome; e a geração de emprego e renda. E ressaltamos que o processo eleitoral é inquestionável e imprescindível para toda e qualquer discussão que vise à prosperidade do país. 

Sem democracia não há desenvolvimento e sustentabilidade. Sem sustentabilidade não há futuro possível.

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