27/12/2019 | 10:33
Mídia News
O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) analisa a possibilidade de disputar a eleição suplementar que ocorrerá em Mato Grosso no início de 2020, após a Justiça Eleitoral cassar o mandato da senadora Selma Arruda (Podemos).
A informação foi confirmada pelo ex-senador Cidinho Santos (PL), que diz ter sido procurado por Pivetta há algumas semanas.
Pivetta deve tentar viabilizar sua candidatura como representante do agronegócio, caso o ex-ministro Blairo Maggi (PP) não seja candidato ou não lance o próprio Cidinho à vaga.
“O Pivetta realmente me procurou. Tivemos uma boa conversa. Ele queria saber se eu seria candidato ao Senado na eleição suplementar e eu disse que não tenho esta pretensão”, disse Cidinho ao MidiaNews.
“Ele reiterou o apoio à minha candidatura, caso eu fosse candidato. Mas disse que, se eu não for candidato, iria buscar viabilizar a candidatura dele ao Senado, por entender que é um cargo importante para Mato Grosso e que deva ter represente à altura”, acrescentou.
Segundo Cidinho, na conversa, o vice-governador fez um convite para que ele seja o primeiro suplente na chapa.
O ex-senador ficou de responder ao convite no próximo mês de janeiro. Antes, ele deve ter uma conversa com Blairo Maggi.
O ex-ministro já disse, reiterada vezes, que não será candidato, mas a imprensa nacional reportou diversas vezes movimentações de Blairo, nos bastidores, para viabilizar a candidatura.
“Obviamente que se o Blairo for candidato, o Pivetta não será. Mas vamos conversar depois das festas”, resumiu Cidinho.
Além deles, são cotados até o momento para disputar a vaga o deputado federal Nelson Barbudo (PSL), Carlos Bezerra (MDB) e Leonardo Albuquerque (SD); o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho; os deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC), Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB), Silvio Fávero (PSL) e Dilmar Dal'Bosco (DEM); a superintendente do Procon, Gisela Simona; o ex-ministro Blairo Maggi; o ex-senador Cidinho Santos; o ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB) e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB); o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD); o ex-governador Pedro Taques (PSDB); o ex-prefeito de Rondonópolis Adilson Sachetti (PRB).
A cassação
Selma e seus suplentes Gilberto Eglair Possamai e Clérie Fabiana Mendes foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) em abril deste ano por omissão de despesas na ordem de R$ 1,2 milhão durante a pré-campanha e campanha de 2018, o que configura caixa 2 e abuso de poder econômico.
Os gastos foram identificados na contratação da KGM, empresa de pesquisa eleitoral, e a Genius Publicidade.
Na noite de terça-feira (10), o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a cassação, por 6 votos a 1.
Os ministros também decretaram a inelegibilidade de Selma e seus suplentes por um prazo de oito anos, além da realização de novas eleições em Mato Grosso.
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