Pelo menos 64 projetos do Governo Federal devem ser leiloados neste ano de 2020, incluindo aeroportos, rodovias, ferrovias e parques nacionais. Além disso, também estaria nos planos privatizar cerca de seis estatais.
O número de leilões previstos para 2020 é maior que o realizado em 2019, quando o governo conseguiu tirar do papel 47 projetos, a maioria projetos de energia, 14 ao todo. No entanto, para cumprir essa agenda, o Governo precisará de aliados na Câmara e no Senado para a privatização de estatais como a Eletrobrás e a Casa da Moeda.
As estimativas iniciais do governo são de ao menos R$ 264 bilhões em investimentos com os 115 projetos da carteira, principalmente nos setores de rodovias, ferrovias e energia, além de uma previsão inicial de arrecadação de mais de R$ 55 bilhões com venda de estatais.
Entre os projetos de rodovias que devem ser privatizados está a inclusão do trecho de 1.135 quilômetros da BR-155/158, que liga os Estados de Mato Grosso e Pará, a obra foi incluída na relação de projetos prioritários de concessão, parcerias com o setor privado (PPPs) e privatizações.
A proposta de qualificação do projeto consta em resolução do PPI, publicada na edição do último dia 7 de janeiro de 2020do “Diário Oficial da União”. O conselho do PPI, é formado por ministros do governo, e prevê a conclusão dos estudos e a “licitação para a contratação de novas concessões” até o segundo semestre de 2022.
A qualificação da rodovia no PPI servirá para que sejam realizados os estudos econômicos e de engenharia do projeto. A estrada abrange o trecho da BR-158, entre as cidades de Ribeirão Cascalheira (MT), no entroncamento com a BR-080, e depois se dirigindo até Redenção (PA), e no entroncamento com a BR-155, até chegar a Marabá (PA) pela BR-155, sendo finalizada no entroncamento com a BR-222.
A extensão total do projeto inclui o contorno do Parque Marãiwatsédé em Mato Grosso. A resolução do PPI foi assinada pelo ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, e pela secretária especial do PPI, Martha Seillier.