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Poderes cortam gasto com folha e deixam de estourar limite de lei

Executivo reduziu estouro da folha de 52,38% para 50,7% segundo balanço da Secretaria de Fazenda

17/08/2020 | 10:19

Mídia News

Poderes cortam gasto com folha e deixam de estourar limite de lei

O secretário de Fazenda Rogério Gallo: gastos com folha salarial

Foto: Reprodução

Dados da Secretaria de Fazenda mostram que todos os Poderes do Estado reduziram, nos quatro primeiros meses de 2020, os gastos com folha salarial de seus servidores. Apenas o Governo do Estado continua acima do limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 

De acordo com os dados, nos últimos quatro meses de 2019, Governo e Tribunal de Contas (TCE-MT) estavam acima dos limites. O Executivo gastava 52,3% de seu orçamento com salário, sendo que o limite máximo é de 49%. Já o TCE gastava 1,26%, sendo que o máximo é este órgão é de 1,23%. 

Já no início deste ano, o gasto do Executivo cai para 50,7%. Em valores, significa que o Governo gasta R$ 9,1 bilhões com salários. Enquanto isso, o TCE deixou de estourar, reduzindo os gastos para 1,20% do orçamento geral. 

O principal motivo da queda do Governo se dá por conta do aumento da receita e o corte de gastos, planejado ao longo de 2019, no primeiro ano da gestão do governador Mauro Mendes (DEM). 

Com a queda da receita, em meio à pandemia do novo coronavírus, o enquadramento dos gastos nos 49% exigidos pela LRF tende a demorar um pouco mais, conforme previsão do secretário de Fazenda, Rogério Gallo (DEM). 

Outros Poderes 

Ainda conforme os dados da Sefaz, outros poderes já estavam abaixo dos limites da lei no final do ano passado e continuaram este ano. Entretanto, também tiveram redução nos gastos com folha. 

No final do ano passado, o Poder Judiciário gastava 4,71% do orçamento geral com folha. Nos primeiros quatro meses deste ano, gastou 4,50%. O limite para este poder é de 6%. 

Já a Assembleia Legislativa, gastava 1,49% com folha e reduziu para 1,43%. O limite da LRF ao Legislativo é de 1,77%. 

Por fim, o Ministério Público gastava 1,76% e passou a gastar 1,60%. O limite é de 2%. 

Veja os gráficos: 

2019


2020

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