A defesa da mulher que teria agredido funcionários de uma escola e dado um tapa no rosto de um policial no município de Querência, região do Araguaia, enviou uma nota à imprensa em que afirma que a situação não ocorreu conforme divulgado pela imprensa, bem como consta no boletim de ocorrência.
Conforme apurou o site Olhar Alerta, em sua defesa, a mulher afirmou que seu filho é deficiente e necessita de mais atenção que as outras crianças, algo que a escola deveria compreender. Na nota consta que foram proferidas afirmações que ofenderam a integridade física e psíquica da criança, e desta forma, ela teria entendido porque a criança chora ao ir para a escola e diz que a 'professora não gosta dele'.
A mulher não relatou ter agredido fisicamente ou verbalmente nenhum funcionário da instituição de ensino, mas contou que foi abordada de forma agressiva pelo policial e o tapa que deu foi em legítima defesa, além do mais, ela sofreu várias agressões físicas durante a condução.
Veja na íntegra:
Em notícia divulgada no dia 11/08/2021 de que “Mulher agride Professora de Escola Infantil, desacata e agride Policial”, a mãe relatou que os fatos não sucederam como noticiados.
Em verdade, o que de fato ocorreu é que chamada pela Diretora da escola, para ouvir reclamações do filho de que não se enquadra no perfil dos alunos matriculados, pois ele não quer usar a mascará, e tem comportamentos que tiram a atenção de outras crianças, foram proferidas afirmações que ofenderam a integridade física e psíquica da criança.
Ao ouvir tudo que lhe foi dito, a mãe compreendeu por que seu filho chora ao ir para a escola e diz que a ‘professora não gosta’ dele.
Em defesa, a mãe tentou explicar que é uma criança especial e precisa de mais atenção do que o normalmente ofertado as demais crianças, de modo que se faz necessário um programa de ensino que se adapte as deficiências dele.
Indagou se a escola não mais queria seu filho como aluno e perguntou o porquê ligam para buscá-lo bem antes de findar as aulas.
Após ouvir as reclamações e expor as debilidades e deficiências do filho especial, foi para casa. Logo em seguida, chegou uma viatura da Polícia Militar, abordando-a na calçada, e um dos Policiais tentou interrogá-la sobre o acontecimento na escola.
A mãe tentou explicar que o filho é especial, mas o Policial insistiu em levá-la ao comando da Polícia, dizendo que a levaria na viatura se resistisse.
Ao responder que somente iria após falar com sua advogada por telefone, o Policial avançou no braço, arrancou a força o celular da mão, e sendo segurada por dois policiais, foi arrastada até a viatura, batendo repetidas vezes sua cabeça na lataria. Nessa hora, em legitima defesa, a mãe da criança revidou com a mão no rosto do Policial. Este fato foi presenciado pela criança que chorava todo o tempo, como também testemunhas no local.
Após isso, foi algemada com as mãos para trás, e colocada dentro da viatura. No trajeto passando pela feira, e, aproveitando o local deserto de pessoas, o mesmo Policial deferiu dois “TAPAS” em seu rosto, puxou o cabelo com forças por várias vezes e disse: “VOCÊ NÃO SABE QUEM EU SOU”. Houve várias agressões verbais do Policial dentro da viatura, intimidação e ameaça a mãe.
Levada para o comando da Polícia Militar, a deixaram sem comunicação, não a deixaram falar com o filho que chegou muito antes da viatura, não a deixaram falar com a advogada, e nem quiseram falar ao telefone com a advogada. Enfim, a mãe ficou na delegacia sem comunicação.
Quando passados horas ali, a levaram para a Delegacia Civil, sendo então lhe oportunizado falar com a advogada em Cuiabá, e, relatado todo o ocorrido.
A mãe estava em desespero, pois havia deixado o filho chorando e por ter sido submetida a tanta humilhação, por ter levado tapas no rosto e puxões de cabelo do Policial, sendo algemada, colocada em uma viatura como uma fora da lei.
Tal foi o transtorno que gerou por uma reclamação escolar de uma criança especial, causado por ter um comportamento que não agrada quem está para educá-lo.
A mãe é evangélica, todos na cidade conhecem a sua vida modesta e foi presa ao defender a saúde mental e física do filho por ser especial.
O filho que acompanhou todo o acontecimento fotografou a mãe machucada e algemada na Delegacia da Polícia Militar. Foi filmado e gravado a conversa com o Policial na calçada de sua residência, provando que não houve desacato, nem agressão, e muito menos resistência a ir até a Delegacia prestar esclarecimentos. O material será entregue na Promotoria de Justiça.
Na realização do exame de corpo e delito, comprovou-se a agressão da mãe sofrida pelo Policial, na região da cabeça, tronco e braços, vítima de feminicídio.