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Federação confirma projeto para 1ª área de naturismo em MT

Atualmente existem 23 espaços privados e oito praia oficiais no Brasil onde adeptos se reúnem

18/09/2023 | 06:37

Mídia News

Federação confirma projeto para 1ª área de naturismo em MT

Trecho da rodovia MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães

Foto: Reprodução

Mato Grosso pode ganhar em breve seu primeiro espaço dedicado à prática naturista. Segundo a presidente da FBrN (Federação Brasileira de Naturismo), Paula Duarte Silveira, a ideia surgiu de um empresário que está negociando uma propriedade na região de Chapada dos Guimarães. Ele, por enquanto, não quer que seu nome seja divulgado. 

A filosofia, que foi popularizada no Brasil por volta de 1980, aplica questões de vida como respeito consigo e o próximo, autoconhecimento, alimentação saudável e natural, preservação da natureza e o nudismo social.  

Atualmente existem 23 áreas legais e supervisionadas pela FBrN onde ocorrem a atividade, além de oito praias oficiais. Esses locais estão espalhados por 11 estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Amazonas) e o Distrito Federal.  

“Esse empresário conversou comigo, em março, no Congrenat (Congresso Brasileiro de Naturismo) que nós tivemos em Guarapari, no Espírito Santo [...]. Ele estava em negociação com uma área, e me parece que não deu certo, e já foi atrás de outras áreas”, disse Paula ao MidiaNews. 

Conforme explicado por Paula, para espaços privados, como o que deverá ser criado em Mato Grosso, não há envolvimento do poder público, sendo somente necessária autorização e filiação do local na FBrN. 

“Um espaço nesse sentido [que o empresário quer criar] é particular. Então, ele não necessita de autorização do Município. [Já] As praias oficiais são as praias que possuem legislação municipal autorizando o naturismo naquela área”. 

No que diz respeito à Federação, ela informou que os trâmites para que o local se torne uma entidade da FBrN não são morosos e devem levar cerca de um mês para que o espaço seja oficializado. 

Segundo a naturista, existem várias áreas pelo País que não são fiscalizadas pela FBrN, portanto funcionam como espaços clandestinos de naturismo. Diante disso, houve uma listagem desses locais, que serão notificados para que cessem as atividades. 

A presidente da Federação tinha uma agenda marcada em Mato Grosso para realizar uma palestra aos adeptos e interessados na prática, que acabou sendo cancelada. Ela afirmou que ainda deve vir ao Estado, mas não há uma data fixada. 

A prática 

Paula, que pratica o naturismo há 26 anos, diz que ainda há preconceito com a atividade, principalmente porque a relacionam a questões sexuais. Tanto é que o termo nudismo caiu em desuso, dando lugar ao naturismo.

“Preconceito sempre vai ter, porque a nudez, para muitos, é um tabu. Então sempre tem aquela ideia de que o naturismo é algo sexualizado, mas são pessoas que não sabem nada sobre a nossa filosofia de vida”, ensina. 

“O naturismo tem um foco na filosofia de vida, com respeito ao corpo, ao meio ambiente, às pessoas, respeito no modo geral. O nudismo é o ato simplesmente de estar nu”. 

Ao ser questionada sobre possíveis praticantes que possam querer entrar no movimento com ideias impróprias, Paula explica que há uma série de etapas para fazer parte de alguma associação naturista. 

Apesar disso, não é necessário estar filiado a alguma entidade para frequentar esses locais. Como cada área tem sua própria legislação, pode ser que seja aberta para receber todos. 

“A associação [SPNat] da qual eu faço parte tem um processo, desde ficha de cadastro, entrevista virtual e também uma entrevista pessoal para a gente poder analisar. Se ela já vem com esse foco relacionado a sexo, a gente descarta totalmente. Então, nem participa de eventos da associação”. 

“Toda vez que alguém entra em contato partindo para esse lado sexual, nós orientamos que o naturismo não tem nada a ver com a sexualização. E explica mos sobre o código de ética, sobre a associação... E essa pessoa é descartada, a não ser que entenda e esteja apta à prática”.  

Paula ainda conta que, por se tratar de uma filosofia de vida, a atividade acolhe tanto adultos quanto crianças, desde que estejam acompanhados dos responsáveis.

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