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Após dois meses de teste, reunião decidirá se plantões das farmácias de Confresa voltam ou não; saiba mais

Na reunião, que acontecerá na próxima sexta-feira (5), os comerciantes serão ouvidos e uma votação - com 21 farmácias, duas a mais que na passada - deverá ocorrer

02/04/2024 | 10:47 - Atualizada em 02/04/2024 | 11:03

Redação Olhar Alerta

Após dois meses de teste, reunião decidirá se plantões das farmácias de Confresa voltam ou não; saiba mais

Foto: Reprodução/Ilustrativa

Desde o final do mês de janeiro, as farmácias de Confresa realizam um teste no qual todas podem ficar abertas até as 22h durante a semana com unidades funcionando em escalas de plantão apenas aos fins de semana e feriados. A medida foi adotada após parte dos comerciantes classificarem o regime de plantões como antiquado e arcaico, visto o tamanho atual do município e o investimento realizado pela maioria em espaço, equipes e produtos.

Conforme apurou o site Olhar Alerta, em Confresa existiam, até janeiro, 19 farmácias, as quais eram distribuídas em 5 ciclos de plantão, decidida por meio de sorteio. A partir da nova medida, todas as unidades puderam ficar de portas abertas até as 22h em dias de semana, com apenas as responsáveis pelo plantão abertas aos sábados após o meio dia e domingos e feriados o dia todo.

Jeandro Ribeiro, proprietário da Rede Farma, disse em entrevista que os dois meses em que pôde deixar seu estabelecimento aberto até mais tarde foi lucrativo do ponto de vista de empresário e que movimentos que querem a continuidade de plantões favorece aqueles que não querem ter o comércio em dia com documentações e pagamentos de funcionários: “faturamento teve um acrescimento [...] mas o principal não foi nem a questão financeira, é que a gente investe tanto, anda com a documentação toda organizada para funcionar das 7h às 22h todos os dias da semana e por causa de alguns que não tem a documentação e nem quer pagar o farmacêutico direitinho acaba criando o plantão, para favorecer as pessoas que não querem andar com a documentação da forma correta”. Ele ainda ressaltou que a população foi melhor atendida, visto que quem compra de determinada farmácia através de “notinha” tinha a possibilidade de continuar a comprar mesmo fora do horário comercial, pois sua farmácia de confiança estava aberta e mesmo sem dinheiro tinha acesso ao medicamento.

Proprietária da Drogaria Cristo Rei, Cleubia Souza, afirmou que o período de teste de fato fez com que o faturamento aumentasse, porém, ela se mantém neutra com relação ao fim ou continuação dos plantões, isso porque mesmo com um ganho um pouco maior, em dias que não estivesse de plantão poderia descansar, bem como seus funcionários. “Se ficar aberto é bom, mas se fechar é bom também, porque eu gostava do regime dos plantões, eu descansava, né? Por que eu sou farmacêutica e trabalho aqui, fico muito na drogaria e antes eu descansava, mas foi lucrativo”.

Jan Swelney Barros, da Drogaria Alfa, também se manteve neutro, visto que, para ele, houve um aumento nas vendas, porém, os custos também aumentaram. “Temos que sentar e avaliar qual a melhor opção. Confresa está bem atendida pelas drogarias da cidade “ao meu ver” com bom mix de produtos bem com atendimento”.

A estudante universitária Ailla Martins relatou em entrevista que acredita que é uma excelente iniciativa do município o fim dos plantões: “se todas as farmácias estiverem abertas ao mesmo tempo, isso vai facilitar o acesso aos medicamentos e produtos de saúde a qualquer hora, o que pode ser particularmente útil em emergências ou situações de saúde inesperadas”. A moradora do município ainda expressou que acredita que Confresa tem potencial e mercado para farmácias 24 horas: “mas, poderia ser ótima, se tivéssemos plantão de 24 horas”, finalizou.

A empresária Marisangela Belle compartilha da opinião que as drogarias devam continuar abertas independente de plantão, mas complementa que, independente do horário, as leis federais devem ser respeitadas: “desde que se cumpra a legislação federal que é superior a qualquer legislação municipal e se ter farmacêutico responsável, pode ser até 24 horas”.

Outros proprietários de drogarias foram procurados para se manifestar, contudo, até o fechamento da matéria, nenhum se posicionou contrário ao fim dos plantões.

Para Augusto Bezerra, Diretor Comercial da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Confresa (CDL), a entidade precisa ouvir todas as opiniões e também pensar no que é melhor tanto para os empresários quanto para a cidade: “Minha missão enquanto integrante da direção da CDL + Ação é a de ser imparcial, considerando que eu também sou proprietário de farmácia, portanto comerciante no município de Confresa. Ainda mais quando o assunto aborda interesses dos empresários do segmento de varejo farmacêutico, a CDL precisa ouvir a todos e ainda tem o desafio de pensar no que é melhor para o empresário, mas também para o município”.

Segundo ele, sobre a lei do plantão, alguns empresários têm uma visão equivocada de que a legislação deve dizer quais farmácias devem fechar, mas, na verdade, a lei deve exigir que pelo menos uma farmácia fique aberta por plantão, ampliando seu horário de funcionamento para atender a população conforme as necessidades da cidade de Confresa.

O diretor ressaltou que na reunião, que acontecerá na próxima sexta-feira (5), os comerciantes serão ouvidos e uma votação - com 21 farmácias, duas a mais que na passada - deverá ocorrer. Após isso, uma pesquisa com moradores também será realizada para assim definir como irá ser feito.

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