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Em nota, construtora investigada por trabalho análogo à escravidão em Porto Alegre do Norte afirma que não foi autuada

Empresa afirma colaborar com investigações e nega práticas análogas à escravidão

08/08/2025 | 07:31

Redação Olhar Alerta

Em nota, construtora investigada por trabalho análogo à escravidão em Porto Alegre do Norte afirma que não foi autuada

Foto: Reprodução

A TAO Construtora, responsável por uma obra em andamento no município de Porto Alegre do Norte, divulgou nota oficial após a operação conjunta que resgatou 528 trabalhadores em condições análogas à escravidão. A ação, deflagrada por órgãos de fiscalização do trabalho e forças de segurança, ganhou repercussão nacional na última semana.

Conforme informações obtidas pelo site Olhar Alerta, autoridades afirmam que os trabalhadores estavam submetidos a condições degradantes de alojamento, alimentação precária e jornadas exaustivas. Muitos deles foram recrutados em diferentes estados do país e estavam em situação de vulnerabilidade, segundo as investigações preliminares.

Em nota à imprensa, a TAO Construtora informou que colabora integralmente com as autoridades desde o início da fiscalização e que não houve, até o momento, qualquer autuação formal contra a empresa. A empresa também atribuiu o início da operação a um incêndio criminoso ocorrido no dia 20 de julho, supostamente provocado por um grupo isolado de trabalhadores.

“A TAO reforça seu compromisso histórico com práticas trabalhistas éticas, respeito à legislação e aos direitos dos trabalhadores”, diz o comunicado. A construtora também afirmou que diversos colaboradores teriam manifestado interesse em retornar ao trabalho, o que, segundo a nota, demonstra uma relação de confiança construída no canteiro de obras.

Ainda segundo a empresa, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com caráter emergencial e reparatório foi firmado junto ao Ministério Público do Trabalho, sem confissão de culpa. A medida tem o objetivo de garantir suporte imediato aos trabalhadores afetados.

Por fim, a construtora repudiou “veementemente qualquer prática análoga à escravidão ou tráfico de pessoas” e declarou confiar que os fatos serão apurados com responsabilidade e respeito ao devido processo legal.

A operação segue em andamento e novas diligências estão sendo realizadas. O caso continua sob investigação por parte das autoridades competentes.

Veja a nota na íntegra:


1 comentário

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  • MAXIMILIANO VON DER HEYDE CORA 10/08/2025 | 03:03

    A mesma coisa aconteceu aqui em Porto Alegre e nos vinhedos na Serra Gaúcha, empregados não cuidam do alojamento e depois o MPT diz que residiam em condições insalubres, e se trabalham é porque ganham por produção e querem terminar o mais rápido possível para voltarem para suas casas.

 
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