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Mendes nega desarticulação entre governadores: “Muitos afazeres”

Folha de S. Paulo apontou enfraquecimento do grupo diante da desconfiança do clã Bolsonaro

13/10/2025 | 07:23

Mídia News

Mendes nega desarticulação entre governadores: “Muitos afazeres”

Os governadores em encontro no início de agosto, em Brasília

Foto: Reprodução

O governador Mauro Mendes (União Brasil) negou que o movimento formado por nove governadores de direita em oposição à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha perdido força.

A declaração foi dada após ele ser questionado sobre uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na quarta-feira (7), que apontou uma possível desarticulação entre os chefes de Executivo estaduais. 

“Não é que perdeu força. Eu e todos os governadores temos muitos afazeres. Não dá para ir toda hora a reuniões políticas. A agenda de cada um é bastante intensa. Então, encontrar uma data que permita a participação de todos não é fácil”, afirmou Mendes.

O governador foi o articulador do primeiro encontro do grupo, realizado em agosto deste ano, em Brasília, com a presença de outros oito governadores: Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC), Ratinho Jr. (PR), Ibaneis Rocha (DF), Wilson Lima (AM), Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ) e Ronaldo Caiado (GO). 

Encontros periódicos 

Questionado novamente sobre o assunto, Mauro Mendes reafirmou que a articulação entre os governadores segue ativa, mas destacou que as agendas cheias de cada gestor dificultam a realização de encontros presenciais com frequência. 

“Estamos nos encontrando. Quando vou a Brasília, encontro alguns governadores do Centro-Oeste. A maioria deles tem uma forma de pensar e atuar muito semelhante. Lá, a gente conversa. Não têm ocorrido grandes reuniões, mas existem grandes diálogos”, disse. 

A publicação 

De acordo com a reportagem da Folha, a iniciativa dos governadores teria perdido fôlego diante de divisões internas no grupo, da desconfiança do clã Bolsonaro e da relutância do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em indicar um sucessor para as eleições de 2026. 

O jornal também destacou que Lula teria recuperado parte de sua popularidade e saído da defensiva na relação com o Congresso Nacional.

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