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Ministro do STF considera gravidade do crime e mantém prisão de produtor rural que assassinou casal por dívida de gado em Alto Boa Vista

Em decisão proferida nesta segunda-feira (10), Nunes Marques negou seguimento a um recurso em habeas corpus ajuizado pela defesa de Cleuco, que buscava a revogação da sua prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares

12/11/2025 | 09:17

Redação Olhar Alerta

Ministro do STF considera gravidade do crime e mantém prisão de produtor rural que assassinou casal por dívida de gado em Alto Boa Vista

Foto: Reprodução

Considerando a gravidade na conduta criminosa, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão de Cleuco gomes de Brito, produtor rural detido pelo assassinato do casal Romildo Borges Martins, 40 anos, e Crislene Aparecida Ferreira Alves, de 39 anos. Motivado por uma dívida de gado, Cleuco alvejou o casal a tiros em um assentamento da zona rural de Alto Boa Vista (1.159 km de Cuiabá), no dia 20 de janeiro deste ano. Um dos filhos das vítimas viu os pais serem mortos.

Em decisão proferida nesta segunda-feira (10), Nunes Marques negou seguimento a um recurso em habeas corpus ajuizado pela defesa de Cleuco, que buscava a revogação da sua prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares. 

Contudo, assim como no Superior Tribunal de Justiça e na Corte Estadual, Nunes Marques levou em conta a gravidade do crime, a periculosidade do agente e a motivação do crime para rejeitar o pedido, mantendo Cleuco preso. O ministro enfatizou que a custódia cautelar está devidamente fundamentada na necessidade de garantir a ordem pública. 

Conforme a denúncia, ao chegar à propriedade, Cleuco foi recebido por Romildo e sua esposa, Crislene Aparecida Ferreira Alves. Após breves cumprimentos, iniciou-se uma discussão acalorada entre Cleuco e Romildo, motivada pela cobrança referente a uma dívida de gado. 

Nesse momento, o acusado efetuou vários disparos contra as vítimas. Ao tentar proteger o marido Crislene foi atingida, morrendo no local. “Mesmo após balear Crislene, Cleuco continuou a efetuar disparos contra Romildo. A segunda vítima, Romildo, foi atingida por diversos projéteis e também veio a óbito no local”, diz a denúncia. 

Durante as investigações, a Polícia Civil colheu o depoimento de diversas testemunhas, entre elas os filhos das vítimas, sendo que um deles presenciou o crime. Em seu interrogatório Cleuco Gomes de Brito confessou a autoria dos disparos. 

“Os depoimentos das testemunhas foram uníssonos em apontar Cleuco Gomes de Brito como o autor dos disparos que ceifaram a vida de Romildo Borges Martins e Crislene Aparecida Ferreira Alves, bem como a motivação fútil”, relatou na denúncia o promotor de Justiça Thiago Matheus Tortelli, que se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do denunciado. 

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