Confresa é a 12ª cidade mais procurada do país para aquisição de imóveis rurais, aponta levantamento
O domínio do Centro-Oeste é explicado, segundo a Chãozão, pela concentração de áreas com grande aptidão produtiva para lavoura e pecuária, além da disponibilidade de terras em escala
Um levantamento realizado pela plataforma Chãozão, especializada na venda de imóveis rurais, traçou um retrato do interesse por terras agrícolas no Brasil em 2025. A pesquisa lista os 20 municípios mais consultados por investidores ao longo do ano e mostra uma predominância da região Centro-Oeste, que concentra metade das cidades do ranking.
Cocalinho, no nordeste do Mato Grosso, lidera a lista como o município mais procurado, mesmo apresentando um dos valores médios mais baixos por hectare: R$ 15.247,19, de acordo com o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH). Na segunda posição, aparece Paranatinga, também em Mato Grosso, com o hectare avaliado, em média, em R$ 28.327,52. O terceiro lugar é ocupado por Tatuí, no interior de São Paulo, onde o valor médio do hectare sobe para R$ 176.045,14.
O domínio do Centro-Oeste é explicado, segundo a Chãozão, pela concentração de áreas com grande aptidão produtiva para lavoura e pecuária, além da disponibilidade de terras em escala. Mato Grosso lidera o ranking por Estado, com seis municípios entre os mais buscados, seguido por São Paulo, com cinco cidades, e Goiás, com quatro. Minas Gerais e Tocantins aparecem com dois municípios cada, enquanto o Pará figura com Santana do Araguaia, indicando a força crescente da região Norte no mercado de terras.
Confira o ranking a seguir:
Interesse x preço
O levantamento também evidencia contrastes importantes entre interesse e preço. Municípios paulistas como Campinas, Tatuí, Sorocaba e Itapetininga concentram os valores mais elevados por hectare — Campinas lidera nesse quesito, com média de R$ 287.731,83. Esses números refletem fatores como pressão imobiliária, uso agropecuário mais intensivo, infraestrutura logística consolidada e proximidade de polos industriais, o que garante maior liquidez às propriedades.
Por outro lado, cidades muito procuradas no Mato Grosso e no Tocantins apresentam valores médios significativamente mais baixos, como São Félix do Araguaia (R$ 14.226,80), Confresa (R$ 23.012,31) e Taipas do Tocantins (R$ 11.555,42). Esse movimento indica a busca por custo-benefício, expansão da fronteira agrícola e expectativa de valorização futura, especialmente em regiões em transformação produtiva.
Goiás e Minas Gerais aparecem como um eixo intermediário no mercado de terras. Municípios como Rio Verde, Goiânia, Uberlândia e Formoso combinam estrutura produtiva consolidada, boa logística e preços médios que equilibram atratividade e segurança para o investidor.
De acordo com a Chãozão, que encerrou 2025 com quase R$ 500 bilhões em propriedades anunciadas, houve um crescimento de 1.500% na troca de informações entre compradores e vendedores ao longo do ano.
Para Geórgia Oliveira, CEO da plataforma, a diversidade regional observada no ranking é um sinal positivo para o futuro do setor. Segundo ela, cada região traz inúmeras aptidões produtivas, que vão da pecuária à agricultura de alta performance, o que pode contribuir para fortalecer ainda mais o Brasil como potência no agronegócio.