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Confresa é a 12ª cidade mais procurada do país para aquisição de imóveis rurais, aponta levantamento

O domínio do Centro-Oeste é explicado, segundo a Chãozão, pela concentração de áreas com grande aptidão produtiva para lavoura e pecuária, além da disponibilidade de terras em escala

02/01/2026 | 10:10

Agro Estadão

Confresa é a 12ª cidade mais procurada do país para aquisição de imóveis rurais, aponta levantamento

Foto: Reprodução

Um levantamento realizado pela plataforma Chãozão, especializada na venda de imóveis rurais, traçou um retrato do interesse por terras agrícolas no Brasil em 2025. A pesquisa lista os 20 municípios mais consultados por investidores ao longo do ano e mostra uma predominância da região Centro-Oeste, que concentra metade das cidades do ranking.

Cocalinho, no nordeste do Mato Grosso, lidera a lista como o município mais procurado, mesmo apresentando um dos valores médios mais baixos por hectare: R$ 15.247,19, de acordo com o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH). Na segunda posição, aparece Paranatinga, também em Mato Grosso, com o hectare avaliado, em média, em R$ 28.327,52. O terceiro lugar é ocupado por Tatuí, no interior de São Paulo, onde o valor médio do hectare sobe para R$ 176.045,14.

O domínio do Centro-Oeste é explicado, segundo a Chãozão, pela concentração de áreas com grande aptidão produtiva para lavoura e pecuária, além da disponibilidade de terras em escala. Mato Grosso lidera o ranking por Estado, com seis municípios entre os mais buscados, seguido por São Paulo, com cinco cidades, e Goiás, com quatro. Minas Gerais e Tocantins aparecem com dois municípios cada, enquanto o Pará figura com Santana do Araguaia, indicando a força crescente da região Norte no mercado de terras.

Confira o ranking a seguir:


Interesse x preço

O levantamento também evidencia contrastes importantes entre interesse e preço. Municípios paulistas como Campinas, Tatuí, Sorocaba e Itapetininga concentram os valores mais elevados por hectare — Campinas lidera nesse quesito, com média de R$ 287.731,83. Esses números refletem fatores como pressão imobiliária, uso agropecuário mais intensivo, infraestrutura logística consolidada e proximidade de polos industriais, o que garante maior liquidez às propriedades.

Por outro lado, cidades muito procuradas no Mato Grosso e no Tocantins apresentam valores médios significativamente mais baixos, como São Félix do Araguaia (R$ 14.226,80), Confresa (R$ 23.012,31) e Taipas do Tocantins (R$ 11.555,42). Esse movimento indica a busca por custo-benefício, expansão da fronteira agrícola e expectativa de valorização futura, especialmente em regiões em transformação produtiva.

Goiás e Minas Gerais aparecem como um eixo intermediário no mercado de terras. Municípios como Rio Verde, Goiânia, Uberlândia e Formoso combinam estrutura produtiva consolidada, boa logística e preços médios que equilibram atratividade e segurança para o investidor.

De acordo com a Chãozão, que encerrou 2025 com quase R$ 500 bilhões em propriedades anunciadas, houve um crescimento de 1.500% na troca de informações entre compradores e vendedores ao longo do ano.

Para Geórgia Oliveira, CEO da plataforma, a diversidade regional observada no ranking é um sinal positivo para o futuro do setor. Segundo ela, cada região traz inúmeras aptidões produtivas, que vão da pecuária à agricultura de alta performance, o que pode contribuir para fortalecer ainda mais o Brasil como potência no agronegócio.

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