Crianças se refrescam em piscina inflável no bairro A.E. Carvalho, na Zona Leste de SP
Foto: EDI SOUSA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
As piscinas fazem a alegria das crianças no verão. Mas, para quem não tem acesso fácil a esse tipo de lazer, a alternativa pode ser comprar um modelo inflável ou de montar.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os pequenos estão liberados para aproveitar a piscina a partir dos seis meses de idade, sempre com supervisão contínua, mas é importante observar também a idade recomendada pelo fabricante do modelo.
Além disso, a SBP dá uma lista de orientações para o uso seguro de piscinas por crianças, que deve ser observada pelos responsáveis.
“Piscinas infláveis não são inofensivas e devem ser tratadas como ambientes de risco para afogamento com supervisão atenta, barreiras de proteção e álcool zero”, diz Tânia Zamataro, pediatra do Departamento Científico de Enfrentamento às Causas Externas da SBP.
“Crianças nunca devem ser deixadas sozinhas, nem mesmo se a quantidade de água for pequena, uma vez que podem se afogar em 3 a 5 cm de água”, alerta a médica.
Entre os principais cuidados, Zamataro destaca os seguintes:
- Praticar a supervisão ativa, ou seja, em que os olhos devem estar na criança o tempo todo; o uso de boias, espaguetes e até coletes salva-vidas não substitui essa necessidade.
- Para menores de 5 anos ou que não saibam nadar, o responsável deve ficar sempre a um braço de distância.
- Evitar o consumo de álcool.
- Garantir que o ambiente ao redor da piscina esteja seguro; o piso não deve ser escorregadio e deve estar livre de pedras ou objetos pontiagudos.
- Impedir comportamentos de risco, como empurrões e brincadeiras como “competição para ver quem fica mais tempo embaixo d’água”.