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Jayme acusa Maggi de dar calote de R$ 2 bilhões no Fethab; Blairo rebate e oferece R$ 100 mil para quem provar liminar

Senador afirma que ex-governador usa decisão judicial para não pagar imposto e sustentar "casta" de empresários

29/01/2026 | 07:32

Repórter MT

Jayme acusa Maggi de dar calote de R$ 2 bilhões no Fethab; Blairo rebate e oferece R$ 100 mil para quem provar liminar

Jayme Campos travou embate com Blairo Maggi

Foto: Reprodução

O senador Jayme Campos (União) disparou pesadas acusações contra o ex-governador Blairo Maggi (PP), afirmando que o empresário utiliza uma liminar judicial para evitar o pagamento de impostos ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Em entrevista a um podcast na região do Araguaia, o parlamentar declarou que a dívida de Maggi com o Estado chegaria a, no mínimo, R$ 2 bilhões.

"Blairo Maggi não paga Fethab. Sabe quanto ele deveria, no mínimo? R$ 2 bilhões. Tem uma liminar. Se eu for governador, vou atrás e caçar essa liminar. Ele vai pagar tudo, ele e outros 51", afirmou o senador, referindo-se a um grupo de empresários que, segundo ele, formam uma "casta" que se aproveita da influência política para não recolher tributos há anos.

Blairo Maggi reagiu às declarações, classificando a acusação como "totalmente improcedente". O ex-ministro ainda lançou um desafio público, oferecendo uma recompensa de R$ 100 mil para qualquer pessoa que apresentar a suposta liminar que Jayme alega existir para isentar a Amaggi do imposto. Segundo Maggi, a empresa não possui nenhuma ação judicial para deixar de pagar o Fethab e orientou que qualquer cidadão pode verificar a transparência dos recolhimentos nos sistemas da Secretaria de Fazenda (Sefaz) e as certidões no Tribunal de Justiça.

O ex-governador afirmou não entender o motivo do ataque inesperado, ressaltando que sempre manteve respeito pela família Campos e que sua carreira política está encerrada há sete anos. Maggi reforçou que não tem pretensão de disputar novos cargos e que sua participação no pleito será apenas como cidadão e eleitor. Ele aproveitou para confirmar seu voto no vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a sucessão estadual, justamente o nome com quem Jayme Campos disputa a indicação do grupo liderado por Mauro Mendes (União).

Jayme sustentou que a influência desses "gigantes do agronegócio" tem moldado as disputas eleitorais e prejudicado os cofres públicos. Para o senador, o montante que deixaria de ser arrecadado por conta dessas supostas decisões judiciais seria suficiente para quitar obrigações do Estado, como o RGA atrasado dos servidores.

O embate marca o racha público mais agressivo entre os dois caciques políticos desde que passaram a dividir o mesmo palanque, há três eleições majoritárias.

"Blefe"

Após o desafio de R$ 100 mil e a repercussão negativa da acusação, o senador Jayme Campos admitiu, em entrevista à Rádio Cultura FM nesta quarta-feira (28), que "blefou" e "chutou" o montante da suposta dívida bilionária.

"Eu chutei em tese esse número. Pelos cálculos que fiz, suponho que chegue à casa de R$ 2 bilhões. Eu não tenho os cálculos, porque não sou contador da Secretaria de Fazenda”, confessou o parlamentar. Mesmo sem dados oficiais, Jayme insistiu que sua crítica tem caráter "político e moral" contra o que chama de um grupo de "50 bacanas" que supostamente não paga o imposto.

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