Um homicídio foi registrado na manhã de segunda-feira (2) no município de Alto Boa Vista. Reginaldo Dias Costa, de 51 anos, conhecido como “Guarda-Roupas”, é suspeito de matar a tijoladas Roberto Mota Regio, de 56 anos.
Conforme informações apuradas pelo site Olhar Alerta, por volta das 7h30, Reginaldo entrou em contato com sua empregadora relatando que teria sofrido uma tentativa de homicídio em sua residência. Na ligação, ele afirmou que reagiu à agressão, matou dois homens e que pretendia se entregar à polícia.
Ainda segundo o relato, o suspeito estaria em uma pista de pouso próxima à região conhecida como Casulo 01. Equipes da Polícia Civil se deslocaram até o local e encontraram Reginaldo, que se entregou sem oferecer resistência.
Na sequência, ele levou os investigadores até sua residência, onde foi localizado o corpo de Roberto Mota Regio já sem vida, deitado em uma rede. Inicialmente, o suspeito afirmou que havia sido atacado por duas pessoas, alegando que uma delas foi atingida com um tijolo e a outra ferida com um canivete.
Durante as diligências, no entanto, os policiais não encontraram qualquer vestígio que indicasse a presença de uma segunda pessoa no imóvel. Diante disso, Reginaldo mudou a versão e passou a afirmar que apenas uma pessoa esteve no local.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e realizou os procedimentos periciais. Reginaldo Dias Costa foi preso e encaminhado à delegacia, onde confessou o crime. Segundo a polícia, a motivação teria sido uma discussão após o suspeito não querer que a vítima dormisse na residência.
Ainda conforme apurado, Roberto foi atingido com uma tijolada enquanto estava deitado na rede, prestes a dormir, e morreu no local.
O delegado responsável ratificou a prisão em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil. A Polícia Civil informou também que o suspeito possui outras passagens criminais, incluindo tentativa de homicídio.
Na decisão proferida durante o Plantão Regional, a juíza Laís Baptista Trindade homologou a prisão em flagrante de Reginaldo Dias Costa, reconhecendo a legalidade do procedimento e a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. No entanto, ao analisar o pedido do Ministério Público, a magistrada concedeu liberdade provisória ao suspeito, entendendo que, apesar do histórico criminal e da gravidade do fato, a prisão preventiva seria desproporcional neste momento. A juíza levou em consideração a apresentação espontânea do investigado à polícia, a existência de residência fixa e ocupação lícita, além da aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, como o comparecimento obrigatório em juízo e a manutenção de endereço atualizado.
O crime segue sendo investigado pela Polícia Civil.