O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) pregou cautela e questionou a veracidade do teor das declarações do senador Wellington Fagundes (PL), que afirmou ter recebido o apoio de Jair Bolsonaro para disputar o Governo em 2026. Em entrevista concedida hoje (07), Pivetta minimizou o anúncio feito pelo parlamentar após visita ao ex-presidente na Papudinha.
“Vamos aguardar porque as declarações muitas vezes podem não ter fundo de verdade”, disparou o vice-governador.
Apesar de reconhecer que o respaldo de Bolsonaro é "muito importante" para o campo da direita, Pivetta fez questão de marcar território e demonstrar independência em seu projeto político. “Vamos aguardar qual vai ser a tendência do partido, mas a minha candidatura, a minha pré-candidatura, ela não depende de apoio. Já tenho a base que me sustenta aqui no Mato Grosso”, afirmou, ressaltando que buscará alianças nacionais de centro-direita para fortalecer sua viabilidade.
Aliança improvável
Questionado sobre uma eventual composição de chapa com Wellington Fagundes, Pivetta foi direto ao descartar a possibilidade, citando o fato de o senador ainda ter mais quatro anos de mandato a cumprir. “Acho pouco provável. Eu não penso em coisas improváveis, não penso em alternativas improváveis. Estou bem situado na realidade”, alfinetou.
O vice-governador ainda concordou com a percepção de que a falta de um vídeo ou carta oficial de Bolsonaro retira o peso das falas de Wellington. Fortalecido pelo apoio do governador Mauro Mendes (União), Pivetta encerrou afirmando que se sente "muito preparado" para a disputa pelo Palácio Paiaguás e que seguirá caminhando independentemente das movimentações de bastidores do PL.