O aumento recente no preço dos combustíveis nas bombas em Confresa tem gerado dúvidas entre consumidores. Mesmo sem anúncio de reajuste nacional, proprietários de postos afirmam que houve elevação no valor repassado pelas distribuidoras, o que acabou refletindo diretamente no preço final ao consumidor.
Em entrevista ao site Olhar Alerta, a sócio-proprietária do Auto Posto Araúna, Regiane Borges, explicou que os postos da região sofreram sucessivos reajustes no preço de compra do combustível nos últimos dias. Segundo ela, em alguns momentos os valores chegaram a mudar mais de uma vez no mesmo dia.
“Já aconteceu de amanhecermos com um preço e, no período da tarde, o valor na distribuidora já estar diferente”, relatou.
De acordo com a empresária, os postos realizam a compra do combustível por meio do sistema das distribuidoras, escolhendo a base que oferece melhor custo naquele momento. No caso da rede Vibra, a qual ela é associada, o abastecimento pode vir de cidades como Rondonópolis, São Luís, Marabá ou Belém, sendo necessário também considerar custos de frete e operação para trazer o produto até Confresa.
Regiane reforça que o aumento registrado nas bombas não ocorreu por decisão isolada dos postos, mas sim pelo repasse dos valores praticados no momento da compra. Ela também destaca que é importante esclarecer que não há combinação de preços entre os estabelecimentos da cidade.
“Não existe acordo entre postos. Cada um compra o combustível conforme as condições disponíveis no momento”, afirmou.
A empresária também ressaltou que, apesar das dificuldades momentâneas de reposição, não acredita que haverá falta de combustível na cidade, desde que haja consumo consciente por parte da população.
Situação semelhante foi relatada por Carlos Eduardo de Souza, do Auto Posto Confresa. Segundo ele, muitos estabelecimentos também enfrentam dificuldade para encontrar produto disponível nas distribuidoras.
“Algumas distribuidoras ainda têm combustível, mas com preço mais alto. Outras mantiveram o valor, porém estão sem produto para atender os postos”, explicou.
Diante da instabilidade no fornecimento, alguns postos passaram a adotar medidas de controle nas vendas, como limitar o abastecimento em galões, com o objetivo de evitar corridas aos postos e garantir que o combustível disponível consiga atender o maior número possível de consumidores.
Outro fator que influenciou o mercado nesta sexta-feira (13) foi a redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre os combustíveis anunciada pelo Governo Federal do Brasil. A medida já começou a refletir nas bombas em Confresa, com uma leve redução nos preços praticados em alguns postos ao longo do dia.
No cenário nacional e internacional, o mercado de combustíveis tem enfrentado instabilidades que acabam refletindo na cadeia de distribuição. O petróleo é uma commodity global, influenciada por fatores como conflitos geopolíticos, variação do dólar, custos de refino, transporte e decisões comerciais das distribuidoras. Mesmo quando não há reajuste direto nas refinarias, essas variáveis podem provocar oscilações no preço ao longo da cadeia até chegar aos postos.