O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) minimizou a troca de farpas que teve com o ex-governador Mauro Mendes (União) ao longo das últimas semanas. Ele disse que manterá uma boa relação com o ex-correligionário.
“Essa é uma discussão que não leva a nada. Eu falei, ele falou. Acabou. Discutir coisa que já foi? Isso não dá resultado para ninguém. Ele falou o que quis, eu falei o que quis também e está encerrado o assunto”, disse Botelho.
Botelho deixou o União Brasil – sigla que Mendes é presidente - no fim de março, na janela partidária. O parlamentar afirmou que as alfinetadas se tratam do cotidiano da política.
“Se tudo que você discutir na política corta relação, daqui a pouco vai ficar falando sozinho. Todo hora se discute. Faz parte", disse.
"Eu falo o que quero. Não adianta. Não tenho compromisso de não falar algo. Eu tenho compromisso com o povo e falo o que quiser, sou livre e independente”, afirmou.
As alfinetadas tiveram início em uma entrevista que o parlamentar afirmou que Mendes tem perfil centralizador, ao contrário do sucessor, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
“Pivetta parece que não quer ser o rei do Estado. [...] O Mauro tem esse perfil de centralizador e se pudesse decretar a monarquia aqui e ele ser o rei, faria", afirmou.
Em resposta, Mendes disse ter uma relação afetuosa com o parlamentar, mas que ele fala “muita bobagem”. “Se eu fosse ‘reizinho’ e tivesse um reinado, já sei qual seria o papel dele nesse [regime]. Imagina qual?”, questionou o governador, logo após confirma que se tratava da figura do “bobo da corte”.