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Câmara de Confresa barra pedido de cassação contra vereador Marcelinho após denúncia de perseguição e abuso de poder

Advogada alegou perseguição, abuso de prerrogativas e quebra de decoro parlamentar

09/05/2026 | 09:17 - Atualizada em 09/05/2026 | 09:36

Redação Olhar Alerta

Câmara de Confresa barra pedido de cassação contra vereador Marcelinho após denúncia de perseguição e abuso de poder

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Confresa rejeitou, durante sessão realizada nesta sexta-feira (8), um pedido de cassação apresentado contra o vereador Marcelo Silva de Souza, conhecido como Marcelinho (PSB). O requerimento foi protocolado pela advogada Nayra Laissa Zorzi, em nome da ex-secretária de Cultura de Confresa Evirlene Sipaúba, que solicitou a abertura de uma investigação ético-administrativa e a cassação do mandato por suposta quebra de decoro parlamentar.

Conforme apurou o site Olhar Alerta, a advogada afirmou que sua cliente vinha sendo perseguida pelo vereador, mesmo após ter realizado um pedido público de desculpas relacionado aos episódios envolvendo a ex-secretária. O caso ganhou repercussão após denúncias de suposta fala homofóbica atribuída à então gestora.

Segundo Nayra, o parlamentar teria utilizado tanto o cargo de vereador quanto sua função como policial para tentar influenciar a condução do inquérito policial instaurado para apurar o caso. A advogada alegou ainda que Marcelinho criou um grupo de WhatsApp com comerciantes e donos de barracas da Expofresa de 2025, solicitando comprovantes de pagamentos feitos à ex-secretária de Cultura.

Ainda conforme a denúncia apresentada na Câmara, os participantes do grupo teriam sido advertidos sobre possível responsabilização caso não apresentassem os documentos solicitados.

O pedido protocolado solicitava a instauração de procedimento ético-administrativo para apurar a conduta do vereador e avaliar eventual quebra de decoro parlamentar. No entanto, após discussão em plenário, os vereadores votaram contra o requerimento, impedindo o prosseguimento da solicitação.

O caso citado pela advogada tem relação com o inquérito instaurado após denúncias envolvendo a ex-secretária de Cultura de Confresa. Em março deste ano, a defesa de Evirlene divulgou nota afirmando que o inquérito não apontou crime de injúria homofóbica, interpretação contestada pela defesa do vereador, que afirmou não existir decisão judicial inocentando a ex-secretária. Procurado, Marcelinho não quis comentar sobre o caso.

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