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Subdefensor de MT é afastado após denúncias de assédio sexual

Ele será alvo de procedimento administrativo interno; determinação começou a valer na terça-feira (13)

16/05/2026 | 09:03

Mídia News

Subdefensor de MT é afastado após denúncias de assédio sexual

O defensor Rogério Borges Freitas, que é subdefensor público-geral

Foto: Reprodução

O subdefensor público-geral Rogério Borges Freitas foi afastado do cargo por 60 dias após denúncias envolvendo supostos casos de assédio sexual e moral dentro da instituição.

O afastamento foi feito de modo cautelar e determinado pela defensora pública-geral Maria Luziane Ribeiro de Castro, com vigência a partir da última terça-feira (13). 

Por meio de nota, a defensoria disse que o afastamento ocorre em razão de decisão elaborada em procedimento administrativo interno, mas não detalha o teor da apuração. 

O caso será analisado pela Comissão de Prevenção, Tratamento e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual (CPTEA), que tem dentro da Defensoria Pública. 

Não há informações oficiais, porém, do que se trata a denúncia contra Borges Freitas. 

“Entre as possíveis ações, cabe à Comissão atuar no recebimento de denúncias, no apoio integral às vítimas, inclusive na orientação sobre necessidade de apoio específico (psicológico, médico e/ou jurídico) e no encaminhamento do caso, quando couber, à Corregedoria-Geral ou outras instâncias competentes”, consta na nota de Luziane Ribeiro. 

A Defensoria também afirmou que trata eventuais denúncias “nas esferas adequadas”, buscando preservar a imagem das pessoas envolvidas, evitar revitimização e garantir acolhimento responsável às vítimas e testemunhas. 

Veja nota na íntegra: 

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso recebeu denúncia formal envolvendo um membro da Administração Superior da instituição e adotou as medidas administrativas cabíveis. Neste sentido, e com o objetivo de garantir a lisura do processo, determinou, de forma cautelar, o afastamento do membro denunciado. 

Desde 2023, a DPEMT instituiu a Comissão de Prevenção, Tratamento e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual (CPTEA), por meio da Resolução nº 16/2023/DPG. A Comissão atua na prevenção e no enfrentamento ao assédio e à discriminação, assegurando escuta qualificada, acolhimento humanizado e orientação sobre os procedimentos adequados às pessoas que se percebam vítimas ou testemunhas de situações ocorridas no âmbito institucional. 

Entre as possíveis ações, cabe à Comissão atuar no recebimento de denúncias, no apoio integral às vítimas, inclusive na orientação  sobre necessidade de apoio específico (psicológico, médico e/ou jurídico) e no encaminhamento do caso, quando couber, à Corregedoria-Geral ou outras instâncias competentes para as providências necessárias, desde que autorizado pela vítima, ou independentemente de autorização em se tratando de denúncias anônimas. 

Em atenção à proteção da imagem, à condição de vulnerabilidade da vítima e à prevenção da revitimização, a Defensoria Pública trata eventuais denúncias nas esferas adequadas, garantindo acolhimento responsável e respeito às medidas consideradas mais adequadas para cada caso.

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