O deputado federal José Medeiros afirmou nesta quinta-feira (9) que a direção nacional do PL não pretende abrir mão da candidatura própria ao Governo de Mato Grosso e que o senador Wellington Fagundes continua sendo o nome da sigla para a disputa de 2026.
A declaração ocorre em meio aos rumores de que Wellington poderia ser obrigado a sair da disputa por uma eventual aliança nacional do Republicanos com o PL. A sigla do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas quer a saída do senador para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
Segundo Medeiros, porém, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, descartou qualquer possibilidade de negociação envolvendo Mato Grosso.
"Estive com o presidente Valdemar e a última notícia que tenho é que bateram o martelo: o candidato ao Governo do PL em Mato Grosso é o Wellington Fagundes", afirmou à imprensa.
O parlamentar revelou que o Republicanos chegou a procurar a direção nacional do PL para discutir uma composição, mas disse que recebeu a informação de que a candidatura de Wellington não está em negociação.
"O Republicanos já se propôs, inclusive se reuniu também com a direção do PL, mas eles estão colocando algumas condicionantes. A primeira notícia que o presidente me falou é que Mato Grosso o PL não aceita conversar", disse.
Apesar da posição, Medeiros reconheceu que as tratativas entre os partidos devem continuar até o período das convenções.
"Essas discussões vão até o último dia da convenção. É por isso que os partidos deixam as convenções para os 46 minutos do segundo tempo. Mas, neste momento, palavras do presidente Valdemar, aqui em Mato Grosso está consolidado", afirmou.
Prefeitos do interior
Questionado sobre o fato de alguns prefeitos do PL demonstrarem simpatia pela pré-candidatura de Pivetta, Medeiros disse acreditar que o cenário será pacificado conforme a campanha avançar.
Segundo ele, a maior preocupação das lideranças municipais não era a candidatura de Wellington, mas uma eventual aliança com o MDB.
"Acredito que isso vai se ajeitando e, no final, os prefeitos vão apoiar a candidatura que o PL decidir. Política é feita de prosa, de conversa. Os prefeitos estavam muito aflitos, mas tinham mais medo da coligação com o MDB do que do Wellington em si", disse.
"Como esse assunto já foi pacificado, isso ficou para trás. [...] Acredito que os prefeitos vão caminhar juntos", completou.