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PGE aciona 10 empresas por consignados a servidores de MT; lista

Ações civis públicas pedem a revisão de operações lançadas como cartão de crédito consignado

21/07/2026 | 06:45 - Atualizada em 21/07/2026 | 06:50

Redação

PGE aciona 10 empresas por consignados a servidores de MT; lista

O procurador-geral do Estado Francisco Lopes: ação contra 10 empresas de consigandos

Foto: Reprodução

O procurador-geral do Estado Francisco Lopes acionou na Justiça dez empresas relacionadas a operações de crédito consignado a servidores públicos. As ações civis públicas são contra contra: Neo, Meucashcard, Taormina, Santander, Pine, Pan, BMG, Master, Daycoval e PixCard.
 
O pedido para acionar as empresas foi feito pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT).
 
As ações foram fundamentadas em informações reunidas por meio de reclamações de servidores registradas no Sistema Revisa, com atuação da Seplag e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), além de dados encaminhados pelo Procon.
 
Segundo as informações apresentadas à PGE, foram identificados indícios de operações ofertadas como empréstimos, mas incluídas na margem consignável dos servidores como cartão de crédito consignado, em situação semelhante à discutida na ação civil pública relacionada ao grupo Capital Consig.
 
Nas novas ações, o Estado pede que essas operações sejam revistas com os respectivos recálculos dos valores desde a contratação e convertidas para a modalidade de empréstimo consignado.
 
Conforme os dados encaminhados à pela Seplag à PGE, as operações de cartão apresentariam juros entre 4,5% e 5,5%, enquanto os percentuais aplicados aos empréstimos consignados estariam entre aproximadamente 1,7% e 2,2%.
 
Com a revisão das taxas e dos valores pagos desde o início dos contratos, o Estado entende que parte das dívidas pode já estar próxima da quitação ou até mesmo quitada.
 
A PGE também apresentou pedidos liminares para suspender os repasses às empresas ou ao menos determinar que os valores descontados sejam depositados em juízo.
 
O Estado de Mato Grosso também participa da ação civil pública contra empresas ligadas ao grupo Capital Consig e obteve decisão favorável em agravo apresentado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que manteve os valores dos consignados depositados judicialmente.

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