O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) oficializou a demissão do servidor de carreira Alysson Ferreira de Oliveira, que ocupava o cargo de Analista Administrativo. A medida foi publicada por meio de portaria assinada pelo presidente do órgão, César Fernando Schiavon Aldrighi, após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Conforme apurou o site Olhar Alerta, a penalidade foi aplicada em razão de infrações previstas na Lei nº 8.112/1990, que estabelece o regime jurídico dos servidores públicos federais.
Alysson Ferreira de Oliveira já havia sido alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF). Em uma das apurações, no âmbito da Operação Usurpare, a Polícia Federal investigou um suposto esquema de fraudes na concessão de lotes da reforma agrária. Na ocasião, ele foi acusado de emitir atestados considerados falsos para favorecer o então prefeito de Confresa, Gaspar Lazari, e familiares, situação que resultou em seu afastamento das funções por determinação judicial.
O ex-servidor também foi investigado em procedimentos relacionados a uma denúncia de suposto assédio sexual contra uma empresária da região de Confresa. O caso deu origem a um Processo Administrativo Disciplinar no Incra e a um inquérito por improbidade administrativa instaurado pelo Ministério Público Federal.
Com a publicação da portaria, a demissão passa a produzir efeitos imediatos, encerrando o vínculo funcional de Alysson Ferreira de Oliveira com o Incra.