O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, disse crer que o senador Jayme Campos não terá aval da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP, para disputar a eleição de Governo.
Para ser candidato, Jayme precisa vencer no voto a convenção do União Brasil, que ocorre nesta quinta-feira (30), e depois ainda passar pela aprovação da federação.
Ocorre que parte dos membros apoiam Jayme e a outra quer a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Se as duas candidaturas forem lançadas, o grupo iria dividido para a disputa ao Governo.
Essa divisão pode favorecer a candidatura ao Governo do senador Wellington Fagundes, aprovada em convenção do PL na semana passada.
“Pelo bem da democracia, eu gostaria muito que ele [Jayme] fosse candidato. Lógico, torço muito. É uma grande liderança. Mas, eu, sinceramente, acredito que a federação não vai deixar o Jayme ser candidato”, afirmou Ananias ao MidiaNews.
“Como presidente do PL não dou palpite nos outros candidatos. Mas, na minha opinião, a situação do Jayme é difícil. É porque quem manda é a federação, pelo estatuto e pelo regimento que foi homologado pelo TSE”, acrescentou.
Ananias não comentou sobre um eventual benefício ao PL caso o grupo de Pivetta vá dividido para a disputa. Ele preferiu dizer que o senador na disputa seria benéfico para o processo eleitoral.
“É uma pessoa boa, que vejo que tem muito ainda a contribuir como candidato. Mas que a situação dele não é fácil por causa da federação. É um imbróglio muito grande, uma situação complicada”, disse o presidente do PL.
Candidatos
Além de Wellington já confirmado em convenção, e da possibilidade de Jayme, outros dois candidatos já foram definidos pelos seus partidos para a eleição deste ano: Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério Machado (Agir).
Entre os nomes mais competitivos, a médica Natasha Slhessarenko deve ser confirmada candidata pelo PSD, no dia 30, e o governador Otaviano Pivetta será homologado em convenção do Republicanos no dia 5 de agosto.