O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta, afirmou hoje (31) que pretende abrir a discussão sobre o pagamento de um acumulado da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos. Segundo ele, o passivo gira em torno de 20%.
Pivetta disse que não é contrário à valorização dos servidores e defendeu que o tema seja discutido de forma transparente com as diferentes categorias do funcionalismo público.
“Eu não tenho nada contra pagar bem o trabalhador. Eu sou empresário e antes de chegar na política eu fiz meu pé de meia e sempre tive muita gente comigo trabalhando e ganhando bem. Se não pagar bem, não tem jeito. Então nós vamos discutir esse assunto com transparência”, disse durante entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan.
Ao comentar a situação dos servidores, o governador relembrou as restrições impostas durante a pandemia da covid-19, quando houve uma proibição em todo o país de aumento das despesas com pessoal.
“Nós tivemos uma pandemia que foi uma guerra contra o vírus. Essa pandemia foi aprovada uma lei de que no período da pandemia nós perdemos empregos, milhares de vidas”, afirmou.
Segundo o candidato, a legislação federal que restringiu reajustes durante a pandemia não foi uma medida exclusiva de Mato Grosso.
“Nesse período foi proibido aumentar o custo com pessoal no Brasil inteiro, não foi só aqui”, relembrou o governador.
Ao defender a política salarial adotada nos últimos anos, Pivetta afirmou que os servidores estaduais receberam reajustes anuais de 34,5%.
“Houve RGA todos os anos, inclusive nesses últimos dois anos”, disse.
Ainda durante a entrevista, Pivetta citou a candidata a vice-governadora, Gisela Simona (União), servidora pública e advogada, como uma das pessoas que deverão levar o debate sobre a RGA para a mesa de negociação.
“A Gisela é a figura que vai trazer isso para a mesa e vamos discutir com transparência, com todos os segmentos da sociedade, inclusive os servidores”, afirmou.
Apesar de admitir a discussão sobre o reajuste acumulado, o candidato afirmou que uma questão que considera ainda mais preocupante é o endividamento dos próprios servidores.
Pivetta alertou para o nível de endividamento de servidores públicos, especialmente por meio de empréstimos consignados. Para ele, a situação financeira dos trabalhadores precisa fazer parte do debate sobre a política salarial do Estado.