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24/06/2025 | 07:09

Falsos médicos: CFM orienta como saber se o profissional é um médico de verdade

No domingo (23), o Fantástico mostrou o caso de um falso médico que virou réu por causa da morte de uma paciente e forjou a própria morte para fugir da Justiça. Em maio, outra falsa médica trabalhava em hospitais públicos e particulares, participava de congressos, dava aulas em faculdades de medicina, se dizia especialista em cardiopatia infantil e atendia crianças muitas vezes com doenças graves.

Casos como esses ocorrem com frequência em todo o país, são expostos de tempos em tempos e preocupam a população, que muitas se sente vulnerável e sem saber como verificar a autenticidade da formação de quem se diz médico. Mas como saber se o profissional é um médico de verdade?

O Conselho Federal de Medicina explica que, para saber se a pessoa que prestou atendimento ao paciente é médica, basta ir ao site do CFM, onde há o espaço “busca por médico”, e digitar o nome completo do médico ou o CRM (número do registro profissional).

O site do CFM fornece informações que permitem verificar se o profissional é realmente médico ou não, como:
Como há muitos casos de pessoas que se passam por médicos de verdade - que são de fato formados - o paciente precisa confirmar se a foto do profissional que aparece no sistema de busca corresponde com a foto de quem prestou o atendimento.

Dois casos por dia de exercício ilegal da medicina no país

Em levantamento realizado junto à base de dados do Conselho Nacional de Justiça e das Polícias Civis das unidades da Federação do país, por meio da Lei de Acesso à Informação, o CFM constatou 9.556 registros de crimes de exercício ilegal da medicina (artigo 282 do Código Penal) entre 2013 e 2023.

No poder judiciário, foram 6.189 novos processos referentes ao tema. Já as delegacias de Polícia Civil registraram 3.377 boletins de ocorrência (BOs) referentes à prática ilegal.

Ou seja, nos 12 anos do período do levantamento, a cada dia, pelo menos dois casos de exercício ilegal da medicina passaram a tramitar no poder judiciário ou nas polícias civis dos estados.
 
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